Tema constante de músicas, livros e filmes, a felicidade é um dos conceitos mais complexos de se definir, já que depende de diversos fatores individuais e da maneira como cada pessoa enxerga sua própria trajetória. Mas para a psicologia é possível conceitualizar a felicidade a fim de diferenciá-la de outras emoções consideradas negativas, como tristeza, medo e raiva, por exemplo.
É o que explica a Encyclopedia Britannica (plataforma de conhecimentos gerais do Reino Unido), que define a felicidade, segundo a psicologia, como “um estado de bem-estar emocional que uma pessoa experimenta em um sentido restrito, quando coisas boas acontecem em um momento específico”.
A Britannica complementa dizendo que a felicidade também pode ser sentida “de forma mais ampla, como uma avaliação positiva da vida e das realizações de uma pessoa em geral, ou seja, bem-estar subjetivo".
Por sua importância, a Organização das Nações Unidas (ONU) realiza anualmente um ranking sobre a felicidade no mundo e publica seu relatório sobre o tema no Dia Internacional da Felicidade, celebrado em 20 de março.
Uma técnica de medicina que trabalha com o programa de saúde do governo da Costa Rica verifica os sinais vitais de uma viúva que vive sozinha. Mesmo indivíduos que têm problemas de saúde graves podem se considerar felizes, o que mostra que os valores que indicam o quanto feliz cada um pode ser varia de pessoa para pessoa.
Pelo oitavo ano consecutivo, a Finlândia é considerado o país mais feliz do mundo, segundo o Relatório Mundial da Felicidade de 2025, um documento divulgado anualmente pela ONU e publicado por ocasião do Dia Internacional da Felicidade. O ranking avalia pontos como PIB, assistência social, expectativa de vida saudável, liberdade, generosidade e percepções de corrupção para calcular o contentamento dos habitantes de cada nação.
Além da Finlândia no topo novamente, a lista dos dez países em que a população se considera mais feliz conta com Dinamarca, Islândia, Suécia, Holanda, Costa Rica, Noruega, Israel, Luxemburgo e México.
Já dentro da América do Sul, o país mais bem posicionado é o Uruguai, que está na 29º posição; em seguida está o Brasil, que subiu oito postos no ranking e ocupa agora a 36ª colocação, e ultrapassando o Chile, que caiu do 38º para o 45º de 2024 para 2025. A Argentina está no 42ª lugar do relatório.
“Quando se pede às pessoas felizes que reflitam sobre as condições e os eventos de suas vidas, elas tendem a avaliar esses momentos de forma positiva e, sendo assim, pessoas felizes relatam estar satisfeitas com suas vidas”, conta a Britannica.
O artigo afirma que os psicólogos estudiosos do bem-estar fizeram “conclusões surpreendentes” sobre as variáveis que influenciam na felicidade. “Muitos dos fatores que podem vir à mente em um primeiro momento não parecem desempenhar um papel importante na felicidade”, diz a fonte, tais como “ter empregos com altos salários” ou “ganhar na loteria".
Ainda que a renda seja um fator importante para a felicidade, os estudiosos afirmam que pessoas mais ricas são ligeiramente mais felizes que as mais pobres: “a diferença não é muito grande". “A renda leva a ganhos cada vez menores de felicidade à medida que os níveis de renda aumentam”, conclui a Britannica.
A saúde também é um dos fatores associados ao bem-estar, mas segundo os psicólogos esse papel é mais “subjetivo” no conceito de felicidade. “Embora pessoas com grandes problemas de saúde sejam um pouco menos felizes do que as pessoas que não sofreram nada, a diferença não é tão grande quanto se poderia esperar. Mesmo as pessoas com doenças muito graves tendem a registrar escores de felicidade acima do neutro”, explica.
De uma maneira ou de outra, existe uma maneira de identificar quando alguém está se sentindo feliz: segundo os psicólogos, a expressão facial da pessoa muda e quase sempre mostra um sorriso, complementa a fonte