Outras autoridades americanas presentes nas negociações em Riade incluem o Conselheiro de Segurança Nacional Mike Waltz e o Enviado para o Oriente Médio Steve Witkoff.
Do lado russo estão figuras políticas, de inteligência e econômicas de alto nível, incluindo o assessor presidencial Yury Ushakov e o chefe do fundo soberano Kirill Dmitriev, que desempenhou um papel fundamental nos bastidores em um recente acordo de libertação de prisioneiros dos EUA.
Lavrov afirmou que as negociações visam acabar com o “período anormal” nas relações entre as duas “grandes potências”.
A discussão também pode estabelecer as bases para uma potencial reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin.
Líderes europeus, que expressaram alarme por serem “deixados de lado” das negociações potencialmente cruciais, realizaram uma reunião de emergência sobre a Ucrânia em Paris na segunda-feira (17).
A reunião ocorreu depois que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu à Europa que se unisse para criar um exército e uma política externa unidos, alertando que os dias de apoio garantido dos EUA para o continente acabaram.
Rubio enquadrou as negociações como uma tentativa de determinar se a Rússia está falando sério sobre o fim da guerra na Ucrânia. Ele também afirmou que se as negociações progredissem, o governo ucraniano e os países europeus estariam envolvidos.
Keith Kellogg, o enviado da administração Trump para os dois países em guerra, discutiu um conjunto de negociações de “dupla via” e deve visitar Kiev na quinta-feira (20).
O Kremlin declarou que as negociações “serão dedicadas principalmente à restauração de todo o complexo das relações russo-americanas”.
Lavrov eclamou que Trump e Putin querem deixar para trás um “período anormal” nas relações. Ele também deu a entender que Moscou não está disposta a fazer concessões sobre a Ucrânia nas negociações.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que seu governo “não sabia nada sobre (as negociações)” e não participaria.
Mas Zelensky sinalizou repetidamente sua disposição de entrar em um acordo que daria aos EUA acesso aos minerais de terras raras da Ucrânia em troca de garantias de segurança.