Roedores do Pantanal usaram tocas subterrâneas para sobreviver à queimadas na região. Foi o que constatou um estudo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que contou com a participação de seis pesquisadores de cinco entidades brasileiras.
A pesquisa, publicada na revista internacional Therya Notes, especializada em mamíferos, apontou que o rato-da-cana, um roedor típico do bioma, foi capaz de sobreviver a queimadas usando tocas subterrâneas alagadas.
O analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Christian Niel Berlinck, participou do estudo realizado no município de Poconé, em Mato Grosso, entre agosto e setembro de 2020. Nesse período de seca, incêndios atingiram o Pantanal brasileiro. Berlinck conta que o levantamento é um dos primeiros a contabilizar os efeitos do fogo sobre a fauna.
Temos muito pouca informação no Brasil sobre isso, no mundo também. Então esses pesquisadores adequaram uma metodologia de levantamento de fauna por transecto e fomos a campo, e isso resultou numa avaliação de 17 milhões de vertebrados que foram mortos pelos incêndios de 2020.
Com os impactos das queimadas no pantanal em 2020, pesquisadores de mais de 20 instituições criaram estratégias para prevenir e mitigar efeitos de novas queimadas no bioma.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações serão investidos até novembro, mais de um milhão e seiscentos mil reais nessas ações.
Fonte: Agencia Brasil.